segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bateu saudade

Do tempo em que eu escrevia com gosto, com garra, com vontade de me conhecer. Vontade de ir além do que minha consciência queria me mostrar. Mas eu sou tãão rebelde!
Pra variar, estou feliz.
Cansada do colégio, das pessoas do colégio, do calor.
Tô tentando arrumar um emprego.
Tô tentando crescer.. viver.. vencer.
Tô tentando entender do que são feitos os amores em todas as suas singelas formas.
Observando pessoas...
Atitudes...
Sentimentos...
Pensamentos...
Palavras...
Olhares...
Mas feliz.
Saudade do tempo em que eu tinha muita coisa pra contar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Show de egolatria

Nunca fiz o tipo número um. A mais bonita, o melhor cabelo, o melhor papo, a mais interessante, a mais inteligente, a mais simpática, a mais charmosa(...)
Sempre fui a negrinha boba, que brinca o tempo todo, que não leva quase nada a sério. Que quando surta, é ignorante e extremamente indomável. Que quando acha, é aquilo e só aquilo, mas não se sente hipócrita ao dizer que odeia gente intransigente. Que raras vezes cuida de si, sente-se vaidosa. Que se olha no espelho e vê o que a maioria dos garotos nunca fez questão de esconder: "Que garota estranha!". Que tem inúmeras neuroses plantadas na mente e por mais que diga, não faz muito esforço pra tirá-las.
Sempre fui a que penou pra ter um cabelo liso, penou pra ter amizades legais com pessoas conhecidas, penou para mostrar quem era. E quando realmente percebi que não fazia a menor ideia de quem eu era, eu lembrei de toda a batalha e desisti. Vi a progressiva descendo ralo abaixo, os amigos fazendo outros amigos, e o meu eu perdido.
E de vez em quando paro pra pensar: Não faço sucesso nas baladinhas, não tenho as roupas mais estilosas, nem grana pra finais de semana bombásticos. Não sou citada nos conselhos de classe, nem nas fofocas mais quentes, nem nos nomes do ano.
Olho agora no espelho e vejo a realidade: Meus cabelos desgrenhados, implorando por uma boa chapinha, minhas olheiras fundas, minha boca sem tinta nem brilho, minha bochecha cheia de cravos, meus olhos sem vida e eu nem sei o porquê. Tirando fotos de todos os ângulos, tentando esconder os defeitos que eu sempre acabo achando quando estou sozinha de frente para mim. Tentando esquecer, que pra algumas pessoas eu vou continuar sendo sempre estranha.. não importa o que eu faça.
E tentando lembrar, que pra quem me ama, eu vou continuar sendo sempre linda.. do meu próprio jeito.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A frustração é a mãe da expectativa

E eu bem sei disso. E ainda continuo tendo-as. Me enchendo de todas as expectativas possíveis e inimagináveis. E quebrando a cara. Sempre quebrando a cara. Por que ficar esperando o melhor das pessoas? Eu mesma não dou o meu melhor, e sei que seria bom. Pensando bem no que eu posso fazer... uma mudança seria bem vinda. Rever meus conceitos. Meus parâmetros. A que ponto eu estou chegando. Que limites a vida me deu. E parar de testá-los. Viver só nas beiradas, curtindo de pouquinho em pouquinho. Lembrando que eu tenho uma vida inteira pela frente e só 16 anos nas costas. Lembrando de que amanhã ou depois eu não quero olhar pra trás e me arrepender de ter fechado os olhos pra tantas coisas bonitas... Mas não é com palavras que as coisas funcionam. Vou lá agir, beijos.
É, cheguei no meu limite de estresse. E me frustrei tanto, mas tanto, que agora tô calma.